Especial Viagens – Organizando uma Eurotrip

Para encerrar o Especial Viagens vou falar para vocês como organizamos a nossa Eurotrip. Eu achei que para marinheiros de primeira viagens, nos saímos super bem. Conseguimos visitar lugares legais, ficamos bem acomodados, não tivemos nenhum imprevisto com documentos, dinheiro ou transportes. Por isso vou tentar ajudar quem está afim de ir bater perna no Velho Mundo.
Antes de tudo, pense e responda conscientemente as seguintes perguntas:
– O que eu quero?
Conhecer a Europa toda? Conhecer as principais capitais ou pontos turísticos? Conhecer só um país, uma cidade ou uma região? Andar muito? Descansar? Museus? Neve? Sol? Pense bem o que você quer ver e quais são suas expectativas para a viagem, elas que guiarão as próximas respostas.
– Onde eu quero?
Sabendo o que você espera ver na Europa, já pode definir os países ou cidades que irá passar. Nosso objetivo, por exemplo, era conhecer as Highlights do oeste Europeu, por isso definimos as principais capitais como roteiro. Definidas as cidades e países, próxima pergunta.
– Como eu quero?
Quero ver tudo detalhadamente em muito tempo? Ou quero conhecer muita coisa em pouco tempo? Quero conforto ou praticidade? Quero luxo ou economia?
– Quando eu quero?
Pergunta importantissima pra guiar o restante dos planos: a data é fundamental! Ela vai determinar quais passeios estarão disponíveis, meios de transporte a serem usados e o valor a ser gasto.
Muita gente quer conhecer o inverno europeu e ver neve. Mas é preciso estar ciente que no inverno várias atrações que são abertas acabam fechadas por causa do mau tempo. Se você tem o azar de estar em Paris numa semana de nevasca, não conseguirá subir no alto da Torre Eiffel e dificilmente verá flores nos jardins de Versailles.
O verão, pelo contrário, é uma estação super convidativa, mas em compensação é quando os hotéis e museus ficam lotados, e tudo fica mais caro. Pondere bem o que você quer!
– Por quanto eu quero?
Decidido a época, os locais e como irá querer se acomodar por lá, feche um orçamento inicial, ou seja, quanto você pode gastar. Vale pesquisar em sites com roteiros de viagem o preço médio de uma estadia que seja parecida com a que você quer fazer, assim você tem uma média de preços.

FAQ

– QUANTO TEMPO ANTES COMEÇAR A ORGANIZAR A VIAGEM?
De 1 ano a 6 meses antes. Parece muito, mas não é. Quanto mais tempo você tiver, maior a chance de achar promoções de hotéis e reservar voos com antecedência fazem com que os preços sejam mais baratos.

– QUAL A PAPELADA NECESSÁRIA PRA EUROPA?
– Passaporte: obtido na Polícia Federal e com validade de, pelo menos, 6 meses.
– Seguro-viagem: obrigatório para passar pela imigração. Pode ser adquirido em agências de viagens. Se você vai no inverno e pretende fazer esportes de inverno (ski, por exemplo) tem que pagar a taxa adicional.
– Vistos: Brasileiros não precisam de visto caso sejam turistas e fiquem até 90 dias na Europa. Graças ao Tratado de Schengen, é permitida a livre circulação nos países da União Europeia (cheque aqui quais são os países que integram o acordo).
– Vacinas: não é exigida nenhuma vacina específica para entrar na Europa.

– COMO FUNCIONA A IMIGRAÇÃO?
No aeroporto em que você desembarcar na Europa, será obrigado a passar pela imigração. A maioria dos voos que saem do Brasil fazem escala nas capitais dos países que as empresas são sediadas (por ex.: TAP Air Portugal faz escala em Lisboa, Iberia em Madri, Lufthansa em Berlim). O primeiro país em que você desembarcar, será onde você passará pela imigração. Se você tiver sorte, eles vão olhar seu passaporte, carimbar e você seguirá para o seu destino sem precisar nunca mais passar por ele, podendo circular livremente pelo espaço europeu. Mas não conte com a sorte e leve todos os documentos que os chatos pedem:
– Passaporte;
– Seguro-viagem;
Passagem de volta: comprova que você não vai querer ficar por lá. Se não tiver, vai ter que se explicar pro fiscal;
– Reserva do hotel: mesma coisa da passagem de volta;
– Carta-convite: caso você vá ficar na casa de um amigo ou parente, peça para ele escrever uma carta-convite em inglês ou na língua do país em que você irá entrar. Assim estará comprovado que você tem hospedagem.
– Comprovante de renda: sim, você precisa mostrar que tem dinheiro pra ficar por lá. Eles exigem um mínimo de 60 euros por dia de viagem, válidos em espécie, cartão de crédito internacional, travelers cheque ou cartões de débito internacionais (VTM). Por via das dúvidas, leve um extrato dos seus cartões e também dinheiro em espécie.

– COMO SE LOCOMOVER LÁ DENTRO?
– Avião: a Europa tem uma oferta muito grande das companhias low-cost, com passagens pechinchas de até 10 euros. Claro, tudo que é barato, nem sempre é de qualidade. Você irá voar apertado, com a bagagem de mão no colo e poderá despachar no máximo 20 quilos, mas vale a pena pra economizar e chegar rapidinho! Nesse site você consegue pesquisar as companhias low-cost: http://www.europelowcost.pt/
– Trem: a malha ferroviária europeia é uma das grandes maravilhas de lá e cobre o continente todo. Os preços ás vezes são mais caros que os aviões, mas em um TGV (trem de grande velocidade) você pode até conseguir chegar mais rápido e evitar os aeroportos, que são uó em qualquer lugar do mundo. Fora o plus de apreciar a belissímas paisagens do caminho.
Para quem quer fazer quase todo o percurso de trem, compensa a aquisição dos Eurail Pass, tickets que você compra para viagens para 2, 3, 4 ou até 24 países!
– Navio: para quem tem muito tempo e dinheiro, e destinos ultramarinos, existem navios que percorrem alguns países e são acoplados a malha ferroviária também.
– Carro: e quem gosta de dirigir, tem a ótima opção de ir de carro, e aproveitar as bem-cuidadas estradas. Dica: alugue o carro ainda no Brasil e evite os desencontros lá.

– ONDE SE HOSPEDAR?
Hospedagem é uma questão de bolso. Quem quer mas luxo e conforto, vai ter que pagar mais. Para hotéis de todos os preços e tipos consulte e agende pelo Booking.com, que te dá referências e promoções bacanas até em hotéis 5 estrelas.
Para quem curte um hostel, o site Hostelworld.com também ajuda a encontrá-los.
E os mais aventureiros podem arriscar a última moda que é o CouchSurfing, no qual você dorme no sofá de alguém por lá.

– E OS EUROS?
Enfim, definidos onde, em que hotel e como você vai se locomover por lá, já vai ter uma ideia de quanto gastará. Uma boa forma de pagar as coisas é com o VTM (Visa Travel Money) um cartão de débito que você recarrega aqui no Brasil e leva cheio de euros por lá. É mais que prático que dinheiro em espécie, apesar de sempre ser recomendado levá-lo pois em metrôs, geralmente, o VTM não funciona.
Fique atento ao valor do euro turismo quando for carregar seu VTM, procure sempre as baixas.

Espero ter ajudado! Quem aí se animou a viajar?

Especial Viagens – Lisboa

Última cidade do nosso Especial Viagens é a capital de Portugal: Lisboa. Cidade histórica, parte da nossa identidade como brasileiros, linda e nostálgica! Banhada pelo estuário mais lindo, o Tejo, onde não se sabe quando termina o rio e começa o mar.

COMO CHEGAR: Voos diretos do Brasil pela TAP Air Portugal, uma empresa com preços justos e ótimo atendimento!

DICAS BÁSICAS: – A língua oficial é nossa flor do Lácio inculta e bela: o português.
– A moeda é o Euro.
– Se prepare para enfrentar os bondinhos que cortam todo o centro da cidade, os chamados Eléctricos. Super simpáticos, fazem um “trim trim” fofo quando estão chegando e VIVEM lotados! Mas você vai preferi-los do que subir as imensas ladeiras lisboetas.

PONTOS PRINCIPAIS
– Bairro do Chiado: bairro tradicional da capital portuguesa, centro do Romantismo português. Hoje é um centro comercial com muito movimento, lojas e cafés. O mais famoso é o Café A Brasileira, que era frequentado pelo poeta Fernando Pessoa.
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Momento assediando Fernando Pessoa

 

– Convento do Carmo: conhecido por ser um dos marcos do terremoto de 1755, o convento resta em ruínas. 

– Castelo de S.Jorge: castelo histórico que remonta aos tempos em que Lisboa era um povoado islâmico chamado Alcazar. Diversas restaurações foram feitas e é possível contemplar o local como no plano original. No complexo do castelo fica a famosa Torre do Tombo, onde eram tombados os documentos oficiais do reino, e hoje está instalado um observador no qual é possível visualizar toda a cidade através de um jogo de espelho.

– Mosteiro dos Jerônimos: mosteiro que testemunha a riqueza dos descobrimentos portugueses. Nele estão enterrados os reis D.Manuel I, D.João III, D.Sebastião e D.Henrique, além de Vasco da Gama, Luiz de Camões, Alexandre Herculano e Fernando Pessoa.

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Entrada do Mosteiro

Torre de Belém: antiga torre de defesa do Tejo. Tem uma das vistas mais bonitas do rio. Na suas regiões, ficam os famosos pastéis de Belém, sempre com filas enormes para comprar (mas valem muito a pena!).

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O Tejo do alto da Torre de Belém

 

– Bairro Alto: bairro típico para sair a noite jantar e tomar um drink. Aqui são inúmeras opções. Nós fomos em um bar lindinho que ficava em uma colina e você podia se sentar em sofás e se cobrir com cobertores para ver a noite e a Lua refletida no Tejo, infelizmente não lembro o nome do bar. Mas qualquer lugar aqui é uma ótima pedida!

 

 

Especial Viagens – Barcelona

Barcelona é a cidade mais fervo da Europa! Banhada pelo Mediterrâneo, é repleta de turistas o ano todo, principalmente franceses. Nós estávamos de saco cheio do calor europeu e quando chegamos em Barcelona jogamos o roteiro pro alto, comprei um biquíni coador-de-café e passamos o dia tomando sol e nadando na água quentíssima da Barceloneta, uma das várias praias artificiais de Barcelona. Sim, porque mesmo tendo mar, eles não tinham praia, foram construídas para as Olimpíadas 1992.

COMO CHEGAR: Nós chegamos de avião, que tem voos diretos do Brasil pela Iberia. CUIDADO! Recentemente aconteceram diversos problemas entre o Brasil e a Espanha que estão impossibilitando a entrada de brasileiros no país. A dica é: pegue um voo que faça escala em qualquer outro lugar da Europa, aí você entra na Espanha por voo nacional e não precisa passar na imigração espanhola, que está sendo bem chata com a gente.

DICAS BÁSICAS: – A língua oficial é o catalão, parecido muito com espanhol e francês. Você consegue se comunicar bem em espanhol, inglês e até num portunhol mais ou menos.
– A moeda é o Euro.
– Os ônibus são bem funcionais, assim como o metrô.

PONTOS PRINCIPAIS
– As praias: As platges de Barcelona são fantásticas, a cidade é caliente demais então dá pra aproveitar bem o mediterrâneo. A cidade, no entanto, não tem cara de “cidade de praia”, sendo super cultural e urbana. Se você quer ferveção, aproveite as praias de Barceloneta e Bogatell, sempre lotadas. A praia de Nova Icària é bem família, e a Mar Bella é a praia de nudismo.
Não estranhe os topless em qualquer uma dessas praias, é super normal. Ah e não faça contato visual com as chinesas que oferecem massagem ou você não terá sossego. Tome um mojito e aproveite o sol escaldante.

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Nascer do sol na praia de Barceloneta, ainda vazia.

– Las Ramblas: rua gigantesca que liga a Praça de Catalunha ao Porto Velho, na verdade são várias ruas que se juntam. Hoje é um imenso calçadão repleta de cafés, lojas, restaurantes e floriculturas. Lugar ótimo pra passear a noite, comer e beber assistindo os artistas de rua. Nela fica também o Mercado São José de Boqueria com frutas de época, especiarias, carnes e sucos deliciosos!

– Obras de Antoni Gaudi: para quem quiser se deleitar com arquitetura, Barcelona é um prato cheio, principalmente por causa de Antoni Gaudi. São sete monumentos do arquiteto situados por toda a cidade: Parque Güell, Palácio Güell, Casa Milà, Casa Vincens, Casa Batlló, Cripta da Colónia Guell e a absurda Sagrada Família.
Nós só conseguimos ver a Sagrada Família mesmo e, gente, não tem nada mais absurdo que isso. A igreja é inteira detalhada do lado de fora, uma fachada absurdamente trabalhada, que é impossível contemplar todos os detalhes:

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Fachada da Natividade

E do lado de dentro, consegue ser ainda mais esplendorosa, com todos os vitrais que refletem o sol maravilhoso de Barcelona. É de deixar o queixo caído. E ainda não está terminada, prevê que será concluída em 2026, mas não se sabe. A obra começou em 1882.

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Altar da Sagrada Família

– Barri Gótic: O Bairro Gótico é outro local para quem ama arquitetura. Situado na Cidade Velha, tem diversas igrejas, entre elas a Catedral, e bares e restaurantes típicos para comer uma paella e beber uma sangria. Um lugar delicioso de se perder pelas vielas e ruazinhas, e se achar em meio a prédios do século XIX.

Especial Viagens – Roma (Parte 03/03)

DIA 03 – Complesso del Vittoriano – Fórum Romano – Coliseu – Termas de Caracala – Basilica de S.Paulo
Acordamos cedo e lá fomos prontos para ver ruínas. Passamos pelo Complesso del Vittoriano, que é LINDO, todo branco e chama super a atenção naquele sol escaldante. Só fui descobrir recentemente que ele não é nada romano porque foi construído pelo Mussolini, eu estava pasma achando que tinha durado desde a época do império.

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De lá seguimos para o Fórum Romano, um complexo arqueológico com várias ruínas de construções públicas. Tem vários templos, basilicas e arcos e parece que tudo lá vai desmoronar na sua cabeça. Um banho de história!
Saindo do Fórum você já dá de cara com o Coliseu e, se tiver o Roma Pass, pode entrar direto e reto sem pegar a fila romanesca que se forma nele. Lá você vai aprender que ele se chama Anfiteatro Flaviano, e vai ficar tentando imaginar como devia ser assistir alguma coisa lá, cabiam 50 MIL pessoas!
Almoce nos restaurantes perto do coliseu, são baratos e gostosos!

Estava muito calor! Olha a prova:

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Então decidimos conhecer as Termas de Caracala, o maior complexo aquático da antiguidade. SURPRESA A MINHA que não tinha água nenhuma lá, só pedra. A solução foi tomar banho de regador de jardim:

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Como não escurecia nunca, pegamos o metrô e fomos a Basilica de S.Paulo, onde ele está enterrado:

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DIA 04 – Colina Palatine – Panteão – Castelo de St.Angelo – Basilica de Sta.Maria Maggiore
Esse foi o dia em que deixamos livre para ver tudo o que não tinha dado certo nos outros dia. Começamos voltando ao Fórum Romano, eu achava que não tinha visto a famosa Colina Palatine, que diziam ter a melhor vista de Roma. E era basicamente isso:

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Depois fomos pro Castelo St.Angelo, e finalmente conseguimos entrar. É bem medieval lá dentro e a vista do alto é super bonita.

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De lá voltamos pro Panteão, para vermos por dentro. Lá tem o famoso teto aberto, o túmulo do Rafael (o pintor) e do rei Vittorio Emmanuelle.

E depois fomos para a Basilica de Sta.Maria Maggiore, considerada a maior igreja de Roma dedicada à Virgem Maria. A noite aproveitamos para jantar numa pizzaria tradicional e nada turística e bebemos muito vinho. Eu fiquei animada e cismei que queria ver a Fontana di Trevi a noite, bati o pé e disse que iria nem que fosse sozinha, por fim o Murilo foi também, e valeu a pena:Image

Amanhã, a caliente Barcelona!

Especial Viagens – Roma (Parte 02/03)

2º Dia – Vaticano
DICA 01: Compre a entrada pro museu do Vaticano antes e evite as filas. Link aqui.
O RomaPass não vale aqui!
DICA 02: Homens, evitem shorts, camisetas regatas e chinelos. Mulheres, devem estar com saia cobrindo o joelho ou calça, blusa tapando os ombros e sem decotes. Se não quiser ir assim e morrer de calor, compre um xale ou uma echarpe,tem sempre vendedores ambulantes na região, você vai precisar para entrar na Basílica de São Pedro!

Pegamos o metrô, descemos na estação Ottaviano e chegamos pela frente do Museu do Vaticano, aguentamos uma filinha para entrar, nada comparado com a fila gigante para comprar. O museu é enorme e com muitas informações, se prepare para andar! Dentro do museu está também a maravilhosa, inefável, Capela Sistina. Não existe pintura mais linda nesse mundo. Sente e fique admirando cada detalhe e pensando no que foi conceber aquela obra. Não é permitido fotografar.
Saímos do museus, comprei terços para a família toda e fomos almoçar, massa para variar. Depois voltamos para a Piazza S.Pietro, a famosa praça do Papa na janelinha. Se você for aos domingos, pode assistir a missa do Santo Padre e fazer tchauzinho pra ele, mas vai enfrentar uma multidão tentando fazer a mesma coisa.
Na Basilica de S.Pedro é preciso estar vestido de acordo com a Dica 02 ou você será barrado na porta, como eu fui. Eu estava vestida assim:

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Super indecente.

Católica apostólica romana desde berço, batizada – comungada – crismada e barrada na porta! Enquanto eu discutia com os seguranças, as muçulmanas passavam tranquilamente do meu lado (deviam permitir a ausência de 1 peça de roupa por sacramento recebido). Sorte que o Murilo tinha comprado uma camiseta e eu a vesti, puxei o vestido pra baixo o mais que podia e entrei.
Valeu a pena, a basílica é maravilhosa! Lá dentro está o túmulo do Papa João Paulo II:

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E também o túmulo de S.Pedro, primeiro papa da igreja, mas não pode tirar foto. Tem também a Pietá:

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Saímos da basílica e fomos andando até o Castel St.Angelo, mas estava fechado por ser segunda-feira. Ficamos de voltar outro dia. Como ainda estava claro, conhecemos a Piazza del Popolo e a Via Borghese, um parque super gostoso para descansar e se refrescar.
A noite, passeamos no lindo Campo di Fiori, que tem várias feirinhas e barzinhos gostosos pra jantar e tomar um drink.

Especial Viagens – Roma (Parte 01/03)

A Itália costuma ser um país muito desejado por casais em lua-de-mel. Sua capital, Roma, é ótima para quem busca um banho de história e romantismo.
Eu, pessoalmente, não fiquei muito fã da cidade. Achei desorganizada, mal sinalizada, com pessoas mal-educadas. Fomos muito mal-tratados por lá, com direito a expulsão sem motivo de um restaurante (Il Sechio, evitem a todo custo) e cotoveladas em ônibus. O calor no verão é de matar, chegando a 40º tranquilamente. Mas os pontos turísticos são lindos, a comida é ótima e o vinho ajuda muito.

COMO CHEGAR: Chegamos de avião, estávamos em Praga, e desembarcamos no aeroporto Leonardo Da Vinci – Firmino. De lá pegamos um trem até o hotel, foi super tranquilo e o hotel era bem perto da estação Termini, a estação central.
Do Brasil, a empresa que sai com voos diretos é a Alitalia.

DICAS BÁSICAS:
– Compre o RomaPass. Por 35 euros você tem acesso livre a algumas atrações, corta fila e é usado como vale-transporte também!
– EVITE O TRANSPORTE PÚBLICO. Os ônibus são super lotados (Paulistas, imaginem o Terminal Pirituba às 18:00 horas, só que lá é assim o dia todo). O metrô tem poucas linhas e é bem mal-cuidado. Linha 4-Amarela ganha de lavada em beleza e serviço. Então, se puder, vá andando! O trânsito é caótico.
– Roma tem muitas igrejas católicas (é claro!). Selecione bem as que você quer visitar ou corre o risco de ficar o passeio todo só vendo igrejas. Nós contamos 32 em 4 dias de passeio (claro que não entramos em todas).

Vamos ao roteiro:

1º DIA – Piazza Venezia – Panteão – Fontana di Trevi – rio Tevere
Antes de sair, almoçamos em uma cantina perto do hotel. Tinha várias, quase todas com o mesmo preço, 8 euros o menu de massas. Nos entupimos de macarrão e saímos. Pegamos um ônibus até Piazza Venezia e de lá nos perdemos e acabamos indo parar no Fórum de Trajano, um sítio arqueológico, mas não entramos porque estava fechado. Andamos para o lado errado, encontramos o Coliseu, mas não era o dia de visitá-lo, então voltamos. Fomos nos enfiando nas “vias” (ruas), na certeza de não estar chegando em lugar algum, e de repente, achamos o Panteão! Uma super muvuca na porta, com direito a romanos caracterizados.

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Não conseguimos entrar porque já tinha fechado também. Continuamos andando e achamos que estávamos perdidos até que a Fontana di Trevi surge na nossa frente. Em Roma, isso é muito normal. As atrações são pouco sinalizadas, as ruas estreitas, e quando você menos espera, você encontra alguma coisa. Afinal, numa cidade milenar, qualquer coisa é história.

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Fontana di Trevi

O calor era tanto que ficamos sentadinhos sendo refrescados pelos respingos da fonte. Jogamos nossas moedinhas para poder voltar a Roma (diz a tradição), tomamos um gelatto (o meu derreteu antes que eu pudesse dar duas lambidas) e decidimos voltar ao hotel para nos refrescarmos.
Saímos a noite (eram umas 20 horas, mas tinha sol) e fomos procurar o rio. Nessa altura eu estava apaixonada por rios da Europa e queria ver todos! Estava acontecendo uma procissão para Nossa Senhora no Tevere (o rio), achamos que o papa estava lá mas não estava, rezamos e aproveitamos a feirinha que acontecia nas margens dele. Uma graça! Já cansados, voltamos pro hotel para dormir.

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Procissão no rio Tevere

Especial Viagens – Praga

Praga foi o destino que ganhou meu coração na Eurotrip que fiz em julho-agosto de 2012. Inicialmente não estava no roteiro, iriamos para Grécia ao invés de lá, mas começaram a acontecer alguns rebouliços na terra do Platão, problemas com imigrantes, ficamos com medo de estourar alguma revolução e trocamos por Praga. O leste europeu sempre foi meu sonho, ainda quero conhecer ele todinho e fechar com chave-de-ouro na Rússia, mas já tive uma palhinha conhecendo a República Tcheca.

Eu não sei bem o que esperava de lá, mas o que eu encontrei me fascinou e me surpreendeu. A cidade é maravilhosa, cara de vila medieval, arquitetura fantástica, pequena, organizada e aconchegante. Já decidi que lá vai ser onde vou morar depois de aposentada.
Nós fizemos 2 dias lá, conseguimos ver todos os pontos principais da cidade. Chegamos de trem vindos de Berlim, foram mais ou menos 6 horas de viagem.

DICAS BÁSICAS:
– A língua nacional é tcheco. Bem complicadinha de se entender, mas em todo lugar se fala inglês ou francês.
– A moeda é a coroa tcheca. Fique atento às casas de câmbio que fazem a troca, o preço costuma variar muito de uma para a outra! O valor é mais ou menos 1 real = 10 coroas tchecas. Ou seja, você vai se sentir milionário por lá!
– No inverno é FRIO PRA CARAMBA. Mas no verão é uma delícia, então se não quiser ficar trancado dentro do hotel só vendo a neve cair na janela, prefira as estações amenas.
– O transporte público é bem sinalizado, só precisa entender tcheco ou, como fizemos, decorar as letrinhas e tentar copiar das placas. O metrô cobre as principais áreas turísticas da cidade, você pode usar os ônibus e o tramway também. Compre o passe que vale 24 horas para fazer viagens ilimitadas.

ROTEIRO DE 2 DIAS EM PRAGA
* Os nomes seguem traduzidos em português com a versão em tcheco entre parênteses. Memorize os nomes em tcheco para saber onde está indo!
1º Dia – Praça da Cidade Velha – Igreja de Nossa Senhora Diante de Týn – Torre da Cidade Velha – Relógio Astronômico – Museu Nacional – Ponte Carlos
Pegamos um tramway que nos levava do hotel até a Praça da República (Námestí Republiky) e fomos surpreendidos por um show de dança típica tcheca! Nessa praça já tem vários shoppings centers, se você quiser renovar o guarda-roupa aproveite, roupas de marca costumam ser bem mais baratas por causa da moeda desvalorizada. Até aqui, Praga parecia uma cidade moderna. Almoçamos em um restaurante em frente ao Teatro Divadlo Hyberia que era feito pra turistas e enfiava a faca, mas enfiar a faca em coroas tchecas nem é tanto assim, então tivemos um almoço digno e luxo.
Andamos um pouco e já encontramos o marco que leva à antiga Praga: o Portão da Pólvora (Prasná Brána). Dele em diante a cidade muda e você pode admirar uma típica cidade medieval, você está entrando na Cidade Velha. Andando por ruazinhas estreitas e repletas de lojas com produtos típicos (marionetes, matrioshkas, cristais da Baviera) você chega na Praça da Cidade Velha (Staromestské Námestí – aqui você já aprendeu que “Námestí” é praça, né? Tcheco nem é tão díficil). Nessa praça tem muita coisa, então vá com calma: se programe para assistir a hora cheia no Relógio Astronômico (Orloj) , que fica na Torre da Cidade Velha (Staromestká Radnice) é um super show com direito a tocador de trombeta e tudo mais. Só tome cuidado com as multidões e os picket-pockets (ladrões de carteira) que se aproveitam dela.
SUPER DICA: Na frente do relógio tem vários cafés e sorveterias. Um pouco antes da hora cheia, vá ao Old Town Bistrot, que provavelmente estará lotado porque fica bem na frente do relógio. Seja esperto e ache a escadinha escondida que ninguém conhece, suba ao segundo andar e assista o relógio com calma e segurança bebendo seu cafézinho.

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Relógio Astronômico na Cidade Velha

Terminando o show do relógio visite a belissima Igreja de Nossa Senhora Diante de Týn (Chrám Matky Bozí Pred Týnem).Se deixe perder nos mil bequinhos e ruazinhas medievais que tem nessa região. Fomos nos perdendo até chegarmos na região mais nova da cidade, também repleta de shoppings e lojas de departamento. Lá não resistimos e fizemos várias compras na H&M e outras lojas, cheios de sacolas subimos até o Museu Nacional (Národní Muzeum), um prédio lindo mas estávamos carregados demais para entrar.
Voltamos pro hotel e a noite saímos para jantar e conhecer o outro lado do rio Vltava. Descemos na estação Staromestská e atravessamos a Mánesuv Most. Demos a volta e voltamos pela Ponte de Carlos (Karluv Most), que é deslumbrante! Dela, você sairá na rua Karlova, conhecida por seus ótimos restaurantes e bares de coquetéis. Comemos um goulash, Murilo aproveitou a cerveja e eu enchi a cara de cosmopolitan (só 80 coroas, 8 reais!) e voltamos pro hotel.

2º Dia – Castelo de Praga – Museu Franz Kafka – Teatro Hybernia
Acordamos cedo no segundo dia, tomamos um café da manhã super estranho (tinha salada, arroz a grega e maionese!) e fomos para o Castelo (Prazský Hrad). Fundado no século IX, no seu complexo se encontram a Catedral de São Vito, Palácio Real e Convento de S.Jorge. Também é considerado o maior castelo do mundo! No seu conjunto ainda está o gabinete do presidente da República Tcheca, mas não é aberto ao público.
A subida para o castelo é cansativa, mas maravilhosa. Como fica situado em uma colina, é possível ver toda a cidade. Dentro dele, um banho de história sobre os reis da antiga boêmia e todos os complôs, assassinatos e luxo da nobreza medieval. A Catedral de S.Vito também é fantástica!
Você pode passar uma manhã inteira andando pelo complexo. Compre as entradas no próprio castelo de acordo com as áreas que você irá visitar!

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Torre da Igreja de S.Vito no Castelo de Praga

Saindo de lá fomos comer em um restaurante típico, o que pra mim foi bem ruim porque eu não via graça em nenhum dos pratos. A maioria vai carne de porco, que eu não como. Mas valeu para conhecermos a culinária local. Conseguimos ir a pé do castelo até o Museu Franz Kafka, que é must-have da cidade. O museu é interativo e trabalha mais com a interpretação das obras do autor, do que propriamente com a biografia dele. Não precisa comprar entradas antecipadas, porque quase nunca está cheio.

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Museu Franz Kafka

A noite fomos assistir uma suíte do ballet O Lago dos Cisnes no Teatro Hybernia, que fica bem no centro da cidade. O teatro é pequeno e a remontagem do ballet eu achei um pouco esquisita e amadora. Acho que as bailarinas profissionais estavam de férias.
Depois fomos à rua Karlova e passamos a noite toda em um barzinho aconchegante com sofás que ficam no meio da rua. Praga é uma cidade super moderna na vida noturna mas incrivelmente histórica! Pretendo voltar lá mais vezes!