É como uma montanha russa…

8 meses na fila que serpenteia embaixo do sol. Quando entramos estamos empolgados, observamos as pessoas que andam no brinquedo e o frio na barriga é de excitação. A fila demora, muito, dá tempo de começar a se questionar: será que o grito daquelas pessoas que já estão lá em cima não é de desespero ao invés de animação? Olhando de fora, de baixo para cima, o percurso parece longo. Ás vezes empolgante, ás vezes assustador. É tão alto. Será que eu vou mesmo? Mas a fila já andou tempo demais para sair dela. Você alterna momentos de coragem animada com outros de covardia desesperada, mas não se entrega. Entra no carrinho, afivela o cinto e a subida começa.
Aquilo que antes estava distante se materializa, a descida está cada vez mais próxima, a gravidade se faz sentir. O frio na barriga agora é de incerteza. Ao chegar no topo, o carrinho para….
37 semanas. A termo. A qualquer momento esse carrinho vai despencar. Os segundos lá em cima, encarando a ladeira enorme que se encontra a frente, parecem eternos. Dá tempo de pensar, de se arrepender, de tentar entender: por que cargas d’água eu resolvi me meter nisso? Onde eu estava com a cabeça?
O carrinho vai descer a qualquer momento, a gente lembra dos gritos das pessoas que já passaram por isso. O frio na barriga agora é de medo. Mas não dá para sair mais, a qualquer momento a descida começa, esperemos…

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