Menos julgamento, mais abraço

Eu ainda não sou mãe “de verdade”. Sou mãe de barriga. Ou estou me tornando mãe.
Mas desde que me descobri grávida venho pesando e pensando em cada atitude e decisão minha. Estudando, lendo, fazendo escolhas. Tudo desejando o melhor para minha bebê.
Tudo sem ter a menor certeza se estou acertando, mas com a melhor das intenções.
E tenho certeza absoluta que você, que é mãe, mãe de verdade, também.
Pode ser que algumas escolhas minhas não sejam iguais às suas. Mas isso deveria nos colocar uma contra a outra? Como eu disse, eu não faço a menor ideia se estou fazendo certo, mas estou tentando. E você também. Por que não podemos simplesmente nos apoiar?
Se você acha que fralda descartável é melhor e mais prática, e eu vou tentar usar fralda de pano, isso não me faz mais santa amiga da natureza do que você, só faz com que tenhamos escolhas diferentes.
A sociedade já nos separa de tantas maneira, fazendo acreditar que toda mulher é uma concorrente e inimiga. Na maternidade deveríamos nos unir ainda mais. Trocar o palpite pelo ombro amigo, o julgamento pelo encorajamento, o “eu avisei” pelo abraço.
Não tenho experiência nenhuma, mas sou uma boa ouvinte. Então se quiser desabafar sobre ter decidido parar de amamentar, sobre não ter tido um parto normal, sobre o dia que levantou a voz para a cria, eu vou te ouvir. E vou me esforçar ao máximo para não te julgar e me enxergar em você, e te dar um abraço e tentar te dizer que tudo bem. Que você é ainda a melhor mãe que seu filho poderia ter.
Vamos olhar juntas para tudo de bom que acontecer para nossos filhos e pensar orgulhosas que foi graças ao aleitamento livre demanda, ao sling ou a renúncia da chupeta que isso deu certo. Assim como vamos ver os momentos ruins e nos culpar pensando que foi porque não fizemos massagem shantala ou demos maçã que não era orgânica.
No fim, eles vão pagar terapia, e nós vamos estar envolvidas nisso. Freud explica. Mesmo com parto na banheira, peito o dia todo, fralda de pano…
Então vamos pelo menos ficar unidas entre a gente? Sem certeza nenhuma, mas com muita vontade de acertar?

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