Especial Viagens – Organizando uma Eurotrip

Para encerrar o Especial Viagens vou falar para vocês como organizamos a nossa Eurotrip. Eu achei que para marinheiros de primeira viagens, nos saímos super bem. Conseguimos visitar lugares legais, ficamos bem acomodados, não tivemos nenhum imprevisto com documentos, dinheiro ou transportes. Por isso vou tentar ajudar quem está afim de ir bater perna no Velho Mundo.
Antes de tudo, pense e responda conscientemente as seguintes perguntas:
– O que eu quero?
Conhecer a Europa toda? Conhecer as principais capitais ou pontos turísticos? Conhecer só um país, uma cidade ou uma região? Andar muito? Descansar? Museus? Neve? Sol? Pense bem o que você quer ver e quais são suas expectativas para a viagem, elas que guiarão as próximas respostas.
– Onde eu quero?
Sabendo o que você espera ver na Europa, já pode definir os países ou cidades que irá passar. Nosso objetivo, por exemplo, era conhecer as Highlights do oeste Europeu, por isso definimos as principais capitais como roteiro. Definidas as cidades e países, próxima pergunta.
– Como eu quero?
Quero ver tudo detalhadamente em muito tempo? Ou quero conhecer muita coisa em pouco tempo? Quero conforto ou praticidade? Quero luxo ou economia?
– Quando eu quero?
Pergunta importantissima pra guiar o restante dos planos: a data é fundamental! Ela vai determinar quais passeios estarão disponíveis, meios de transporte a serem usados e o valor a ser gasto.
Muita gente quer conhecer o inverno europeu e ver neve. Mas é preciso estar ciente que no inverno várias atrações que são abertas acabam fechadas por causa do mau tempo. Se você tem o azar de estar em Paris numa semana de nevasca, não conseguirá subir no alto da Torre Eiffel e dificilmente verá flores nos jardins de Versailles.
O verão, pelo contrário, é uma estação super convidativa, mas em compensação é quando os hotéis e museus ficam lotados, e tudo fica mais caro. Pondere bem o que você quer!
– Por quanto eu quero?
Decidido a época, os locais e como irá querer se acomodar por lá, feche um orçamento inicial, ou seja, quanto você pode gastar. Vale pesquisar em sites com roteiros de viagem o preço médio de uma estadia que seja parecida com a que você quer fazer, assim você tem uma média de preços.

FAQ

– QUANTO TEMPO ANTES COMEÇAR A ORGANIZAR A VIAGEM?
De 1 ano a 6 meses antes. Parece muito, mas não é. Quanto mais tempo você tiver, maior a chance de achar promoções de hotéis e reservar voos com antecedência fazem com que os preços sejam mais baratos.

– QUAL A PAPELADA NECESSÁRIA PRA EUROPA?
– Passaporte: obtido na Polícia Federal e com validade de, pelo menos, 6 meses.
– Seguro-viagem: obrigatório para passar pela imigração. Pode ser adquirido em agências de viagens. Se você vai no inverno e pretende fazer esportes de inverno (ski, por exemplo) tem que pagar a taxa adicional.
– Vistos: Brasileiros não precisam de visto caso sejam turistas e fiquem até 90 dias na Europa. Graças ao Tratado de Schengen, é permitida a livre circulação nos países da União Europeia (cheque aqui quais são os países que integram o acordo).
– Vacinas: não é exigida nenhuma vacina específica para entrar na Europa.

– COMO FUNCIONA A IMIGRAÇÃO?
No aeroporto em que você desembarcar na Europa, será obrigado a passar pela imigração. A maioria dos voos que saem do Brasil fazem escala nas capitais dos países que as empresas são sediadas (por ex.: TAP Air Portugal faz escala em Lisboa, Iberia em Madri, Lufthansa em Berlim). O primeiro país em que você desembarcar, será onde você passará pela imigração. Se você tiver sorte, eles vão olhar seu passaporte, carimbar e você seguirá para o seu destino sem precisar nunca mais passar por ele, podendo circular livremente pelo espaço europeu. Mas não conte com a sorte e leve todos os documentos que os chatos pedem:
– Passaporte;
– Seguro-viagem;
Passagem de volta: comprova que você não vai querer ficar por lá. Se não tiver, vai ter que se explicar pro fiscal;
– Reserva do hotel: mesma coisa da passagem de volta;
– Carta-convite: caso você vá ficar na casa de um amigo ou parente, peça para ele escrever uma carta-convite em inglês ou na língua do país em que você irá entrar. Assim estará comprovado que você tem hospedagem.
– Comprovante de renda: sim, você precisa mostrar que tem dinheiro pra ficar por lá. Eles exigem um mínimo de 60 euros por dia de viagem, válidos em espécie, cartão de crédito internacional, travelers cheque ou cartões de débito internacionais (VTM). Por via das dúvidas, leve um extrato dos seus cartões e também dinheiro em espécie.

– COMO SE LOCOMOVER LÁ DENTRO?
– Avião: a Europa tem uma oferta muito grande das companhias low-cost, com passagens pechinchas de até 10 euros. Claro, tudo que é barato, nem sempre é de qualidade. Você irá voar apertado, com a bagagem de mão no colo e poderá despachar no máximo 20 quilos, mas vale a pena pra economizar e chegar rapidinho! Nesse site você consegue pesquisar as companhias low-cost: http://www.europelowcost.pt/
– Trem: a malha ferroviária europeia é uma das grandes maravilhas de lá e cobre o continente todo. Os preços ás vezes são mais caros que os aviões, mas em um TGV (trem de grande velocidade) você pode até conseguir chegar mais rápido e evitar os aeroportos, que são uó em qualquer lugar do mundo. Fora o plus de apreciar a belissímas paisagens do caminho.
Para quem quer fazer quase todo o percurso de trem, compensa a aquisição dos Eurail Pass, tickets que você compra para viagens para 2, 3, 4 ou até 24 países!
– Navio: para quem tem muito tempo e dinheiro, e destinos ultramarinos, existem navios que percorrem alguns países e são acoplados a malha ferroviária também.
– Carro: e quem gosta de dirigir, tem a ótima opção de ir de carro, e aproveitar as bem-cuidadas estradas. Dica: alugue o carro ainda no Brasil e evite os desencontros lá.

– ONDE SE HOSPEDAR?
Hospedagem é uma questão de bolso. Quem quer mas luxo e conforto, vai ter que pagar mais. Para hotéis de todos os preços e tipos consulte e agende pelo Booking.com, que te dá referências e promoções bacanas até em hotéis 5 estrelas.
Para quem curte um hostel, o site Hostelworld.com também ajuda a encontrá-los.
E os mais aventureiros podem arriscar a última moda que é o CouchSurfing, no qual você dorme no sofá de alguém por lá.

– E OS EUROS?
Enfim, definidos onde, em que hotel e como você vai se locomover por lá, já vai ter uma ideia de quanto gastará. Uma boa forma de pagar as coisas é com o VTM (Visa Travel Money) um cartão de débito que você recarrega aqui no Brasil e leva cheio de euros por lá. É mais que prático que dinheiro em espécie, apesar de sempre ser recomendado levá-lo pois em metrôs, geralmente, o VTM não funciona.
Fique atento ao valor do euro turismo quando for carregar seu VTM, procure sempre as baixas.

Espero ter ajudado! Quem aí se animou a viajar?

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